segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Vida de Poeta







A vida inteira
Tive que ser ator,
Chorar do meu sorrir
Sorrir da minha dor.
Por muitas e muitas vezes
Revelei dons que não sabia existir,
Tinha que representar
Chorar, jamais sorrir.

E assim o ator
Novamente apareceu,
Representando num outro papel
Um sonho que não viveu.
Essa é a história
De um poeta desconhecido,
Que hoje se acha sozinho
Que hoje se sente perdido.
Essa é a história
De um poeta e sua ilusão
 Que fez da própria vida
Um deserto, utopia. Solidão.




                                                   “Em Homenagem à Fernando Pessoa”


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