A vida inteira
Tive que ser
ator,
Chorar do meu
sorrir
Sorrir da minha
dor.
Por muitas e
muitas vezes
Revelei dons que
não sabia existir,
Tinha que
representar
Chorar, jamais
sorrir.
E assim o ator
Novamente apareceu,
Representando num
outro papel
Um sonho que não
viveu.
Essa é a história
De um poeta
desconhecido,
Que hoje se acha
sozinho
Que hoje se sente
perdido.
Essa é a história
De um poeta e sua
ilusão
Que fez da própria vida
Um deserto,
utopia. Solidão.
“Em Homenagem à Fernando Pessoa”
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