quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Homenagem à Machado de Assis pela sua importância na vida literária


 

"Machado de Assis é o clássico máximo da literatura brasileira, cuja centralidade ninguém poderá negar. Foi um dos maiores romancistas do país, grande poeta, contista quase insuperável, crítico sagaz, admirável cronista, para não falar das suas incursões teatrais.
Machado possui a características dos espíritos inesgotáveis, das almas inapreensíveis, por  sua multiplicidade espalha luzes e sombras por todos os lados. É assim, plenamente vivo e contraditório."
Citação de Alexei Bueno-Curador da Exposição Machado Vive-100 anos de sua morte./ ABL.2008

          Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839/ morreu em 29 de setembro de 1908.
                   Escreveu "ELA"  poema publicado em 1855 no jornal Marmota Fluminense
                                            
Ela
Seus olhos que brilham tanto
Que prendem tão doce encanto,
Que prendem um casto amor
Onde com rara beleza
Se esmerou a natureza
Com meiguice e com primor.
Suas faces purpurinas
De rubras cores divinas
de mago brilho e condão,
Meigas faces que harmonia
Inspira em doce poesia
Ao meu terno coração!
Sua boca meiga e breve
onde um sorriso de leve
Com doçura se desliza,
Ornando purpúrea cor,
Celestes lábios de amor
que com neve se harmoniza.
Com sua boca mimosa
Solta a voz harmoniosa
Que inspira ardente paixão,
Dos lábios de querubim
Eu quisera ouvir um -sim-
Para alívio do coração!
Vem, ó anjo de candura,
Fazer a dita, a ventura
De minh'alma, sem vigor;
Donzela, vem dar-lhe alento,
Faz-lhe gozar reu portento
"Dá-lhe um suspiro de amor'
 
Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
Na fria e longa que avança,
A tristeza enreda uma trama e trança
Teias de prazer, fios de tortura!
 Minh’alma em prantos, expia amargura
Expressando a dor de uma doce lembrança,
Enquanto a saudade faz-se esperança
Pra fugir das amarras desta clausura!
Ainda que tardia, liberdade se faz
Como náufrago à procura de um porto, um cais.
Meu sonho vive, ao vento se espalha!
Ideais não se cunham ao sabor da sorte,
Forjam-se ao risco iminente da morte.
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

Soneto composto por Carlos Passarelli
1º e último verso extraído do livro Dom Casmurro
(Versos do autor citado acima)
                             

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