quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Homenagem a Fernando Pessoa e seus heterônimos em minha arte

"Inventando os seus heterõnimos-ou deixando-se invadir por esses outros-eus- Fernando Pessoa não foi nem deixou de ser sincero. Foi POETA, o que é muito diferente.
Não precisamos saber se ele era Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis ou simplesmente ele-mesmo. Apenas saber da autencidade da poesia que nos deixou sob esses nomes"
Trecho do livro Fernando Pessoa -poesia por Adolfo Casais Monteiro-Editora Agir(7º edição 1977)
poesia integrante do mesmo livro, escrita por Pessoa, ele-mesmo.                                                                                                                  
                                                      "CONTEMPLO O LAGO MUDO"
Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece,
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
x
O lago nada me diz
Não sinto a brisa mexê-lo,
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
x
 Trêmulos vincos risonhos
Na água adormecida,
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?




(nada mais a dizer, só apreciar esta obra entre tantas outras...minha homenagem, meu respeito
Fernando Pessoa  nasceu em 13 de junho de 1888/ morreu em 30 de novembro de 1935

VIDA DE POETA

A vida inteira
Tive que ser ator,
Chorar do meu sorrir
Sorrir da minha dor.
 X
Por muitas e muitas vezes
Revelei dons que não sabia existir,
Tinha que representar
Chorar, jamais sorrir.
X
E assim o ator
Novamente apareceu,
Representando num outro papel
Um sonho que não viveu.
X
Essa é a história
De um poeta desconhecido,
Que hoje se acha sozinho
Que hoje se sente perdido.
X
Essa é a história
De um poeta e sua ilusão
 Que fez da própria vida
Um deserto, utopia. Solidão.

Poema em homenagem à PESSOA e seus HETERÔNIMOS composto por CARLOS PASSARELLI.
Tantas vidas numa só vida e nela toda a essência poética que nos encanta. 


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