Não precisamos saber se ele era Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis ou simplesmente ele-mesmo. Apenas saber da autencidade da poesia que nos deixou sob esses nomes"
Trecho do livro Fernando Pessoa -poesia por Adolfo Casais Monteiro-Editora Agir(7º edição 1977)
poesia integrante do mesmo livro, escrita por Pessoa, ele-mesmo.
"CONTEMPLO O LAGO MUDO"
Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece,
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
x
x
O lago nada me diz
Não sinto a brisa mexê-lo,
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
x
x
Trêmulos vincos risonhos
Na água adormecida,
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?
(nada mais a dizer, só apreciar esta obra entre tantas outras...minha homenagem, meu respeito
Fernando Pessoa nasceu em 13 de junho de 1888/ morreu em 30 de novembro de 1935
VIDA DE POETA
Tive que ser
ator,
Chorar do meu
sorrir
Sorrir da minha
dor.
X
Por muitas e
muitas vezes
Revelei dons que
não sabia existir,
Tinha que
representar
Chorar, jamais
sorrir.
X
E assim o ator
Novamente apareceu,
Representando num
outro papel
Um sonho que não
viveu.
X
Essa é a história
De um poeta
desconhecido,
Que hoje se acha
sozinho
Que hoje se sente
perdido.
X
Essa é a história
De um poeta e sua
ilusão
Que fez da própria vida
Um deserto,
utopia. Solidão.
Poema em homenagem à PESSOA e seus HETERÔNIMOS composto por CARLOS PASSARELLI.
Tantas vidas numa só vida e nela toda a essência poética que nos encanta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário