Fala-se tanto em
ética com tamanha desenvoltura
Enquanto covas,
sepulturas
São cavadas todos
os dias.
Transparências
nas relações humanas
Mas ações,
atitudes insanas
Fazem da vida um
sonho, utopia.
Solidariedade,
ação social
Projetos começam,
cadê o final?
Para onde caminha
a humanidade?
Perguntas feitas,
respostas vãs
Domínio total de
pequenos clãs
Mostra a nossa
realidade.
Não se pode
prever o futuro
Nenhum lugar,
porto seguro
Nenhum cais pra
ancorar.
Somos barcos à
deriva
Reféns, sem ações
efetivas
Capazes de nos
salvar.
Acuados num mundo
desigual
Mata-se o bem,
enaltece-se o mal
Como ato
corriqueiro.
Somos diferentes,
ao mesmo tempo iguais
Desesperados sempre
em busca de paz
Deixamo-nos
prisioneiros.
Fala-se tanto em
liberdade
O que importa é a
verdade.
Mas qual verdade
prevalece?
A que pleiteia
democracia?
A que prefere a
tirania?
Ou a que ninguém
conhece?
Ricos, pobres,
pretos, brancos
Nascidos no mesmo
país manco
Envolvido em
corrupção.
Igualdade
disfarçada socialmente
Num talão,
cartão, conta-corrente
Iludindo toda a
população.
De certo, este é
o fiel retrato
Fotografia em
tempo real, de fato
Que atesta nossa
decadência.
Só nos resta aos
céus implorar
Para que nossa
sorte possa mudar
Senhor, por todos
nós: clemência.
Não existe mais
saída
Fecha-se a porta
da vida
Tranca-se a
janela da sorte.
Caminha-se por
uma estrada deserta
Que insiste em
manter alerta
Uma senhora
chamada morte.
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