I
Oh! Flor do céu! Oh!
Flor cândida e pura!
Na fria e longa
que avança,
A tristeza enreda
uma trama e trança
Teias de prazer,
fios de tortura!
Minh’alma em
prantos, expia amargura
Expressando a dor
de uma doce lembrança,
Enquanto a
saudade faz-se esperança
Pra fugir das
amarras desta clausura!
Ainda que tardia,
liberdade se faz
Como náufrago à
procura de um porto, um cais.
Meu sonho vive,
ao vento se espalha!
Ideais não se
cunham ao sabor da sorte,
Forjam-se ao
risco iminente da morte.
Perde-se a vida,
ganha-se a batalha!
1º e último verso
extraído do livro Dom Casmurro
(Versos do autor
citado acima)
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