segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Soneto- homenagem à Machado de Assis



                                       

I


                         
Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
Na fria e longa que avança,
A tristeza enreda uma trama e trança
Teias de prazer, fios de tortura!


Minh’alma em prantos, expia amargura
Expressando a dor de uma doce lembrança,
Enquanto a saudade faz-se esperança
Pra fugir das amarras desta clausura!


Ainda que tardia, liberdade se faz
Como náufrago à procura de um porto, um cais.
Meu sonho vive, ao vento se espalha!


Ideais não se cunham ao sabor da sorte,
Forjam-se ao risco iminente da morte.
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!





1º e último verso extraído do livro Dom Casmurro
(Versos do autor citado acima)

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