UMA NOITE, UMA TAVERNA
(vida que se faz presente pela arte)
Um sonho feito em palavras, por entre veredas na noite
calada um clamor ecoa pelos quatros cantos... como encanto... quem te ouve, quem te vê, seduzido fica pelo
prazer de sentir-se enfeitiçado.
Rendemo-nos a sua magia, séculos e séculos de poesias revivem
um tempo nostálgico, nos levam de volta à um doce passado onde saraus nos
casarões antigos, serviam de fontes a amantes e amigos da mais pura arte de se
saber viver.
Entre vozes e velas, na penumbra da noite versos em acordes
cintilam como açoites. Ressurge na mente a chama ardente, sob as bênçãos
sublimes dos poetas errantes.
Grilhões se partem, amarras se desprendem. A arte ganha
vida através do balé poético de versos declamados, não mais censurados, e livres,
contam sua história por meio de suas lembranças, memórias vivas... Vivo. Caso
morras hoje, feliz morreria como poeta que pensa e diz:
Liberdade ainda que tardia. Não há mais quem por mim
chores.
Livre sou... Livre vou... Livre voo...
Na tênue linha que divide os espaços, meus passos deixo ficar como sombras, marcas,
rastros de um caminhar.
"Como pares de olhos tão profundos que amargam as pessoas que fitar."
"Como pares de olhos tão profundos que amargam as pessoas que fitar."
A estrada
do tempo segue seu roteiro, a distância dos mundos nos faz passageiros de uma viagem
sem fim, enfim a realidade se faz presente por meio da arte que pulsa latente
nos corações que sonham o que os sonhos não sentem...
* Em homenagem à Zé Ramalho; citação da composição “Avohai”
do mesmo autor.
Em homenagem aos poetas Rômulo Narducci, Rodrigo Santos e
Álvares de Azevedo
(pelo maravilhoso espetáculo proporcionado aos amantes das artes com o evento "Uma Noite na Taverna", realizado no Sesc -São Gonçalo sempre às 19hs. na 2º sexta-feira de cada mês.




