sexta-feira, 23 de novembro de 2012

QUO VADIS?(para onde vais?)



                                      Fala-se tanto em ética com tamanha desenvoltura
Enquanto covas, sepulturas
São cavadas todos os dias.
Transparências nas relações humanas
Mas ações, atitudes insanas
Fazem da vida um sonho, utopia.
Solidariedade, ação social.
Projetos começam, cadê o final?
Para onde caminha a humanidade?
Perguntas feitas, respostas vãs!
Domínio total de pequenos clãs,
Mostra a nossa realidade.
 X
Não se pode prever o futuro
Nenhum lugar, porto seguro
Nenhum cais pra ancorar.
Somos barcos à deriva
Reféns, sem ações efetivas
Capazes de nos salvar.
 Acuados num mundo desigual
Mata-se o bem, enaltece-se o mal
Como ato corriqueiro.
Somos diferentes, ao mesmo tempo iguais
Desesperados sempre em busca de paz
Deixamo-nos prisioneiros.
X

 Fala-se tanto em liberdade
O que importa é a verdade.
Mas qual verdade prevalece?
A que pleiteia democracia?
A que prefere a tirania?
Ou a verdade que ninguém conhece?
Ricos, pobres, pretos, brancos
Nascidos no mesmo país manco
Envolvido em corrupção.
Igualdade disfarçada socialmente
Num talão, cartão, conta-corrente
Iludindo toda a população.
X
De certo, este é o fiel retrato
Fotografia em tempo real, de fato
Que atesta nossa decadência.
Só nos resta aos céus implorar
Para que nossa sorte possa mudar
Senhor, por todos nós: clemência!
 Não existe mais saída
Fecha-se a porta da vida,
Tranca-se a janela da sorte.
Caminha-se por uma estrada deserta,
Que insiste em manter alerta
Uma senhora chamada morte.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário