Artigo:
Somos pobres, ricos, pretos e brancos. Todos
nascidos no mesmo país manco envolvido em corrupção, denúncias, hábeas-corpus,
delação, CPIs, Cx2, renúncias, mensalão.
Fala-se tanto em democracia. Enganados ou
não, nela acreditamos até a tal ditadura militar, (uma mancha na história, uma história que ninguém quer contar...).
Mas, eis que ela ressurge. Novamente
enganados, revelou-se a face de um país por cuja real democracia, lutou.
Séculos e séculos após, nesta banda "podre"nada se
modificou.
Policiais virando bandidos, esses casos
perdidos morrem, matam por diversão ou por interesses próprios.
Sumiu dinheiro da Federal, assaltaram o Banco
Central, em Fortaleza (pode acreditar?).
Continuamos escravos, agora sob um novo tipo
de feitor. Não com chibatas, chapéu de couro, espora, mas de terno e gravata
que como outrora, rouba, mata, explora.
O plenário mais parece uma rinha de galo:
xingamentos, ameaças de surras, brigas, grampos, escutas, Abin, intrigas.
Os jornalistas chamados de mal-educados?
Os deputados sentindo-se acusados?
O governo assistindo à tudo calado?
Ou o povo (sempre
ele) sentindo-se lesado?
Quem nessa pizza tem razão?
Referendo pró sim, pró não, lavaram ( como pilatos) as mãos senhores
deputados: o povo quer saber?
Quantos serão cassados?
Vivemos numa sociedade disfarçada
socialmente, através de um talão, cartão, conta-corrente que ilude toda população.
Fila, desespero, portas fechadas. INSS sem luz, luz cortada. Hospital sem
medicamentos, emergência sem atendimento (pode?).
Comenta-se com tamanha ênfase sobre liberdade. O que importa é a verdade.
Mas qual verdade prevalece?
A que pleiteia democracia, a que prefere a
tirania ou a verdade que ninguém conhece?
À noite todos os gatos são pardos, lançados
na mesa todos os dados, roleta russa em pleno Rio.
Nesta política não se prevê o futuro, vive-se
o presente inseguro, a vida por um pequeno fio. Acuados feito bichos, somos do luxo
feito lixo, descartáveis sem valor algum. Pouco importa cor, sexo, idade, essa
é a nossa realidade que temos de conviver. Feito gato no telhado, saltando para
não ser assaltado tentamos sobreviver.
Como barcos à deriva, somos prisioneiros,
reféns de políticas ineficazes, sem ações efetivas capazes de nos salvar. Discute-se
também muito sobre ética com tamanha desenvoltura enquanto covas, sepulturas
são cavadas todos os dias. Solidariedade, ação social. Projetos começam, cadê o
final? Bolsa- Escola, Fome-Zero, Cheque-Cidadão e o povo (olha ele aí de novo) continua com o pires na mão. Este Rx do
Brasil revela fatos escusos de governos passados, governo presente e o povo (novamente ele) acredita que ainda
exista esperança, trabalho, saúde, segurança e tantas outras coisas pro nosso
Brasil. Resgate de valores, respeito, dignidade, sentimentos que ao longo dos
anos podados e contidos fizeram do povo um povo servil. Já se passaram 500 anos
e certamente outros 500 virão, mas quantos 500 serão precisos para que tenhamos
uma verdadeira nação? Brasil livre! Livre-se Brasil! E seja realmente nossa mãe gentil! Pátria Mais que Amada
Brasil!
Como o povo citado acima incluo-me, e dedico
esta poesia final ao grande artista Geraldo Vandré e para não mostrar-me
cético e dizer que não falei das flores...
“Ainda se fala de flores na face da terra
nem mesmo a dores da guerra conseguem calar,
a vida ainda é mais forte
maior
até do que a própria morte que lhe querem imputar.
Ainda se fala de flores na face da terra
nem mesmo os horrores da guerra conseguem
evitar,
a vida ainda é mais forte
maior
até do que este triste esporte que é morrer ou matar.
Ainda se fala de flores na face da terra
nem mesmo as cores da guerra conseguem
conter,
a vida ainda é mais forte
maior
até do que essa tal de sorte que é preciso para sobreviver.
Fragmento- Realidade (triste)
de um País
04/08
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