sexta-feira, 23 de novembro de 2012

BR, PARA ONDE VAIS? (Rx da democracia, ética, verdade... de cada um)

 Artigo:
Somos pobres, ricos, pretos e brancos. Todos nascidos no mesmo país manco envolvido em corrupção, denúncias, hábeas-corpus, delação, CPIs, Cx2, renúncias, mensalão.
Fala-se tanto em democracia. Enganados ou não, nela acreditamos até a tal ditadura militar, (uma mancha na história, uma história que ninguém quer contar...).
Mas, eis que ela ressurge. Novamente enganados, revelou-se a face de um país por cuja real democracia, lutou.
Séculos e séculos após, nesta banda "podre"nada se modificou.  
Policiais virando bandidos, esses casos perdidos morrem, matam por diversão ou por interesses próprios.
Sumiu dinheiro da Federal, assaltaram o Banco Central, em Fortaleza (pode acreditar?).
Continuamos escravos, agora sob um novo tipo de feitor. Não com chibatas, chapéu de couro, espora, mas de terno e gravata que como outrora, rouba, mata, explora.
O plenário mais parece uma rinha de galo: xingamentos, ameaças de surras, brigas, grampos, escutas, Abin, intrigas.
Os jornalistas chamados de mal-educados?
Os deputados sentindo-se acusados?
O governo assistindo à tudo calado?
Ou o povo (sempre ele) sentindo-se lesado?
Quem nessa pizza tem razão?
Referendo pró sim, pró não, lavaram ( como pilatos) as mãos senhores deputados: o povo quer saber?
Quantos serão cassados?
Vivemos numa sociedade disfarçada socialmente, através de um talão, cartão, conta-corrente que ilude toda população. Fila, desespero, portas fechadas. INSS sem luz, luz cortada. Hospital sem medicamentos, emergência sem atendimento (pode?). Comenta-se com tamanha ênfase sobre liberdade. O que importa é a verdade.
Mas qual verdade prevalece?
A que pleiteia democracia, a que prefere a tirania ou a verdade que ninguém conhece?
À noite todos os gatos são pardos, lançados na mesa todos os dados, roleta russa em pleno Rio.
Nesta política não se prevê o futuro, vive-se o presente inseguro, a vida por um pequeno fio. Acuados feito bichos, somos do luxo feito lixo, descartáveis sem valor algum. Pouco importa cor, sexo, idade, essa é a nossa realidade que temos de conviver. Feito gato no telhado, saltando para não ser assaltado tentamos sobreviver. 
Como barcos à deriva, somos prisioneiros, reféns de políticas ineficazes, sem ações efetivas capazes de nos salvar. Discute-se também muito sobre ética com tamanha desenvoltura enquanto covas, sepulturas são cavadas todos os dias. Solidariedade, ação social. Projetos começam, cadê o final? Bolsa- Escola, Fome-Zero, Cheque-Cidadão e o povo (olha ele aí de novo) continua com o pires na mão. Este Rx do Brasil revela fatos escusos de governos passados, governo presente e o povo (novamente ele) acredita que ainda exista esperança, trabalho, saúde, segurança e tantas outras coisas pro nosso Brasil. Resgate de valores, respeito, dignidade, sentimentos que ao longo dos anos podados e contidos fizeram do povo um povo servil. Já se passaram 500 anos e certamente outros 500 virão, mas quantos 500 serão precisos para que tenhamos uma verdadeira nação? Brasil livre! Livre-se Brasil! E seja realmente nossa mãe gentil! Pátria Mais que Amada Brasil!
Como o povo citado acima incluo-me, e dedico esta poesia final ao grande artista Geraldo Vandré e para não mostrar-me cético e dizer que não falei das flores...

Ainda se fala de flores na face da terra
nem mesmo a dores da guerra conseguem calar,
a vida ainda é mais forte
maior até do que a própria morte que lhe querem imputar.
Ainda se fala de flores na face da terra
nem mesmo os horrores da guerra conseguem evitar,
a vida ainda é mais forte
maior até do que este triste esporte que é morrer ou matar.
Ainda se fala de flores na face da terra
nem mesmo as cores da guerra conseguem conter,
a vida ainda é mais forte
maior até do que essa tal de sorte que é preciso para sobreviver.
 
Fragmento- Realidade (triste) de um País           
04/08

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