Desbravadores e aventureiros, portugueses vieram
em naus e caravelas.
Aportando em nossa costa acabaram por
descobrir nossa terra, tão bela.
Civilizado, talvez só no nome, mostrou sua
verdadeira intenção:
Aprisionando os donos da terra, os índios,
legítimos herdeiros desta nação.
Com o passar dos anos a necessidade de braços
para lavorar aumentou.
Importaram e sem se importarem com os negros
à esta raça quase dizimou.
E durante este período nossas riquezas se
esgotavam.
Pau-brasil, ouro, cana, café, lembranças que
apenas restavam.
Com certeza contribuíram com obras,
atividades nobres.
Paralelo ao seu crescimento, cresceram as
dificuldades para os pobres.
Embora deixassem suas marcas em conventos,
igrejas, fortalezas.
No fundo imperava o anseio de ver livre esta
terra, livre das garras portuguesas.
E escritores, poetas, alferes lutaram até a
morte.
Entregando suas próprias vidas à busca de uma
melhor sorte.
Finalmente independente nossa terra se
tornou.
Aos gritos: “independência ou morte” bradou
nosso imperador.
Felizmente livre, ideais manifestaram-se:
desejamos uma república!
Para escolhermos, decidirmos nossos homens
para a nossa vida pública.
Enganados ou não, nela acreditamos até a tal
ditadura militar.
Uma mancha na história, uma história que
ninguém quer contar.
Mas, eis que ela ressurge. E novamente enganados, ela se mostrou.
E revelou a face de um país por cuja
democracia real morreu, lutou.
Séculos e séculos após, nesta banda nada se
modificou.
Continuamos escravos, submissos à um novo
tipo de feitor.
Agora, não com chicotes ou chibatas, chapéu
de couro ou espora.
Mas de terno e gravata que assim como
outrora, mata, rouba, explora.
Já se passaram 500 anos e certamente outros
500 virão.
Mas quantos 500 serão precisos para que
tenhamos uma verdadeira nação?
Na total acepção da palavra: Brasil, pátria
de todos nós?
Não esperamos 500 anos para apenas ouvirmos o
som de nossa própria voz.
Deixemos ecoar pelo ar nosso grito de amor à terra:
Brasil livre, livre-se Brasil!
E deixe de ser um gigante somente no nome
para ser realmente nossa mãe gentil.
Pátria mais
que amada Brasil!
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