quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Brasil, 500 anos, Pátria de todos nós?


 Desbravadores e aventureiros, portugueses vieram em naus e caravelas.
Aportando em nossa costa acabaram por descobrir nossa terra, tão bela.

Civilizado, talvez só no nome, mostrou sua verdadeira intenção:
Aprisionando os donos da terra, os índios, legítimos herdeiros desta nação.

Com o passar dos anos a necessidade de braços para lavorar aumentou.
Importaram e sem se importarem com os negros à esta raça quase dizimou.

E durante este período nossas riquezas se esgotavam.
Pau-brasil, ouro, cana, café, lembranças que apenas restavam.

Com certeza contribuíram com obras, atividades nobres.
Paralelo ao seu crescimento, cresceram as dificuldades para os pobres.

Embora deixassem suas marcas em conventos, igrejas, fortalezas.
No fundo imperava o anseio de ver livre esta terra, livre das garras portuguesas.


E escritores, poetas, alferes lutaram até a morte.
Entregando suas próprias vidas à busca de uma melhor sorte.

Finalmente independente nossa terra se tornou.
Aos gritos: “independência ou morte” bradou nosso imperador.

Felizmente livre, ideais manifestaram-se: desejamos uma república!
Para escolhermos, decidirmos nossos homens para a nossa vida pública.

Enganados ou não, nela acreditamos até a tal ditadura militar.
Uma mancha na história, uma história que ninguém quer contar.

Mas, eis que ela ressurge.  E novamente enganados, ela se mostrou.
E revelou a face de um país por cuja democracia real morreu, lutou.

Séculos e séculos após, nesta banda nada se modificou.
Continuamos escravos, submissos à um novo tipo de feitor.

Agora, não com chicotes ou chibatas, chapéu de couro ou espora.
Mas de terno e gravata que assim como outrora, mata, rouba, explora.

       Já se passaram 500 anos e certamente outros 500 virão.

Mas quantos 500 serão precisos para que tenhamos uma verdadeira nação?

Na total acepção da palavra: Brasil, pátria de todos nós?
Não esperamos 500 anos para apenas ouvirmos o som de nossa própria voz.

Deixemos ecoar pelo ar nosso grito de amor à terra:

Brasil livre, livre-se Brasil!
E deixe de ser um gigante somente no nome para ser realmente nossa mãe gentil.

 Pátria mais que amada Brasil!
                                           
                                       
                                          








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