Sol da manhã! Essência pura!
Frescor do orvalho! Oh! Doce regaço!
Por entre linhas, tintas e traços
Traço um quadro desta clausura!
Na longa noite que adentra, obscura
Meu coração desfaz-se em pedaços
Entre amarras, grilhões, nós e laços
Repousa em silêncio minha amargura!
Embora confesse em meio à solidão,
Rogo aos céus uma prece: livre-me desta prisão.
Dê asas aos sonhos, como brisa flutua!
Ainda que em meu peito estacas crive
Meu corpo jaz, minh’alma vive!
Por entre corpos e almas nuas.
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