sexta-feira, 12 de julho de 2013

OLHAR SEM VIDA




Olhei teus olhos e vi neles uma frieza doída,

como marcas que marcam uma vida

como a carregar um peso insuportável sobre os ombros.

Não percebi o mesmo brilho por quem me encantei.

Pareciam perdidos, vazios,

entregues a própria sorte.

Olhavam como quem olha pro nada,

peregrinos solitários a caminharem por uma estrada deserta.

Buscavam no horizonte respostas para um adeus, tolas esperanças que não trariam seu amor de forma nenhuma.

Fixavam-se no infinito, através da vidraça molhada de chuva.

A chuva aumentando

Lá fora

Aumentava dentro do meu peito,

Toda uma ansiedade

Que corroía minh’alma

E rasgava meu coração

Fazendo-o sangrar de saudade.

Indeciso, caminhei pelas ruas,

entre corpos e almas nuas

sob o sol, eternas luas

ao relento me entreguei.

Vi meus sonhos, prisioneiros de mim mesmo,

meus anseios, vagando à esmo

náufragos em pleno oceano.

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