domingo, 14 de outubro de 2018
domingo, 29 de julho de 2018
sexta-feira, 2 de março de 2018
“Penso Que Escrever Poesia”
Penso que escrever poesia
É mergulhar em uma doce ilusão.
É deixar viva toda magia
Andar no fio da inspiração.
Morrer mil vezes pensando que vive
Peregrinar sem qualquer direção.
Estar preso sentindo-se livre
Livre sentir-se sua própria prisão.
Penso que escrever poesia
É conviver de perto com a solidão.
É viver um sonho, utopia
´Caminhar sozinho na multidão.
Desejar sem nunca ter sido
Querer amar sem poder conseguir.
Pensar ir quando já terá ido
Compreender sem poder distinguir.
Penso que escrever poesia
É dar voz a minha alma e ao meu coração.
É transformar como se fosse alquimia
Em contrapartida à minha razão.
Viver sempre incompreendido
Dividir-se em diversos caminhos.
Se perder mesmo estando perdido
Procurar por saídas, encontrar-se
sozinho.
“Companhia”
O silêncio da madrugada é minha companhia.
Faz-se à cada noite um ser mais
presente.
Ouve meus lamentos numa triste agonia.
Torna-se sem saber meu maior confidente.
Não ouço sons que perturbam meu
escrever.
Sobre o papel vazio deslizo minhas mãos.
Anseio expressar algo que não sei dizer.
Quem, sabe, talvez, revelar uma eterna
solidão.
Olho as ruas desertas e nelas me
reconheço.
Através da vidraça vejo meu próprio
olhar.
Sentimentos estranhos que em mim
desconheço.
Enclausuram meu ser e insistem em ficar.
Sou prisioneiro de algo maior do que eu.
Que rasga e invade sem dó nem piedade.
O dia amanhece, a noite adormeceu.
Somente eu, acordado, vivendo essa triste
realidade.
“Cumplicidade”
Tu
gostas do sol e eu da lua
Tu
sentes prazer em andar na rua
E
eu viajar sem sair do lugar.
Tu
gostas de praia e eu do campo
Tu
sentas na sombra, eu em qualquer canto
Tu
amas na cama e eu no sofá.
Tu
gostas do chique e eu do comum
Sentimos
na pele que somos só um
Independente
das nossas vontades.
Tu
te entregas sem peso e eu sem medida
Tu
dizes meu mundo, eu te digo minha vida
E
assim se faz nossa cumplicidade.
“Sou
Poeta, Portanto Um Ser Por Natureza...”
Sou
poeta, portanto um ser por natureza sonhador.
Em
seus próprios pensamentos imersos,
Fazendo
dos seus simples versos
Um
universo propício ao amor.
Sou
poeta, e prezo à minha liberdade.
Ou
pelo menos penso tê-la,
Ainda
que não possa tocá-la nem vê-la
Sinto-me
por ela preso pela metade.
Sou
poeta, psicografo sentimentos alheios.
Minhas
vontades, tantas e tão escondidas
Não
reveladas, vontades de várias vidas
Ilusões
perdidas entre meus devaneios.
Sou
poeta, portanto um ser por natureza solitário.
Que
vê e sente o mundo de um jeito só seu,
Mas
gente como a gente tende a ser você e eu
Em
si mesmo tornando-se seu próprio confessionário.
“Consumação”
O
queimar ardente de um amor sem medida
O
desabrochar de um sentimento afeito à solidão.
O
querer sublime que altera a rotina da vida
O
sentir que doma e domina o frágil e forte coração.
O
se dar inteiro sem medir quaisquer consequências
O
volver de laços que prendem e atam sem nós.
O
perder de toda e qualquer consciência
O
revirar de corpos sedentos entre lençóis.
O
cruzar afoito e aflito de pernas e seios
Olhos
que se conhecem na eternidade do sentimento.
Bocas,
beijos, desejos e anseios
Consumindo-se
ante a fúria deste momento.
“Um
Ser Somente”
Caminho
despretensiosamente por mim mesmo.
Nômades
desejos povoam meus sentimentos.
Não
vejo-me refletido em meu próprio olhar.
Sinto-me
fora estando dentro do meu corpo.
Estranho
corpo que parece não mais me pertencer.
Minha
voz cala-se ante ao meu silêncio interior.
Meus
pensamentos sussurram em voz alta.
Minhas
mãos, trêmulas mãos, não se reconhecem no toque.
Minhas
emoções correm por vasos e veias aleatórios.
Um
rio de lágrimas deságua em minh’alma.
Meu
coração pulsa ardentemente à flor da pele.
Minha
respiração suspira aflita e afoita.
Sonhos
e sonos confundem-se entre si e dissipam-se no ar.
Arrefecem
ilusões internas, recrudescem paixões externas.
Vejo-me
etéreo. Sinto-me aéreo.
Estradas
longínquas me levam pra longe do meu existir.
Sou
peregrino, homem e menino no mesmo caminhar.
Encontro-me
e me perco no meu próprio vagar solitário.
Sou
deserto e oceano que se fundem entre si
E
formam-se à partir de densas nascentes ilusórias.
Assim,
morre o homem, nasce o poeta.
domingo, 18 de fevereiro de 2018
“Não
Preciso de Muita Coisa ao Teu Lado”
Não preciso de muita coisa ao teu lado,
Apenas o doce cheiro encarnado
Do teu corpo pulsando à todo vapor!
Não preciso de muita coisa ao teu lado,
Apenas o gosto amargo do pecado
Do desejo e do prazer sem pudor!
Não preciso de muita coisa ao teu lado,
Apenas o se dar e sentir-se apaixonado
Do momento com toda a sua efervescência!
Não preciso de muita coisa ao teu lado,
Apenas o profano e o sagrado
Do amor em toda a sua essência!
" O querer sem nenhum pudor
O prazer sem peso e medida,
O dizer eu te amo: meu amor!
O ouvir, você é minha vida!"
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