Nas nossas diferenças, deveríamos encontrar
semelhanças para uma saudável convivência existencial.
Somos iguais perante à vida, perante ao
Criador.
Mas, muitas vezes somos resolutos demais
internamente, em admitirmos essa verdade.
Nos escondemos por medo, preconceito,
desconhecimento das causas, detalhes tão pequenos e insignificantes que só
trazem dores, tristezas e um imenso vazio, quando entendemos que nossas
atitudes nos afastam de nós mesmos.
Muitos desses seres humanos, postos à margem pela “sociedade”, ou seja, por nós, nem notam a nossa
presença.
Parecem viver em muitos casos um mundo todo seu,
criado à partir de sua própria realidade ilusória.
Parecem, repito, existirem em outro universo.
Mas, não! Eles vivem aqui, ao nosso lado, brincando
e sonhando com braços ternos envolvendo-os, com sorrisos doces e francos que os
fazem sorrir também, com gestos protetores que os façam sentir-se seguros, com
olhares que os conduzam a uma vida plena de carinho.
Eles pedem tão pouco, às vezes nem pedem nada,
apenas esperam que nós os notemos, sem receios, temores, vergonhas.
A venda em nossos olhos não nos permite enxergar
essa realidade.
Nos
impressionamos com coisas e feitos de grandes dimensões, esquecendo que são as
coisas pequenas que, combinadas, as tornam possíveis.
Nos aborrecemos
com discordâncias, quando são as nossas diferenças que fazem a vida ser mais
interessante.
Gostamos de
sentir que pertencemos a um grupo ou espécie, e concomitantemente construímos
barreiras que nos isolam e que nos impedem de aproximarmos de alguém.
Usamos filtros
para só ver o que queremos ver, somente o que nos interessam.
A diferença está em nós, em nosso próprio jeito de
ser, muitas vezes ocultos pela vaidade, pela arrogância, pela prepotência
humana, pela “superioridade”, pela intolerância.
Sentimo-nos
senhores, quando na verdade não passamos de servos.
Precisamos
desfazer os nós que nos torna reféns de uma particular solidão.
Que
nos afogam em nossas próprias mágoas, que nos sufocam em nosso próprio querer, que
nos matam quando matamos em nós, o amor.
Não
devemos nos deixar levar pelas inconstâncias existenciais que nos afastam da
verdade, da vida, que nos isolam em nós mesmos, que nos aprisionam em muros de sentimentos
mesquinhos.
Precisamos
desvendar o véu que cobre nosso olhar, desnudar a alma por inteiro, abrir o
coração sem medo de se entregar, estender as mãos no fraterno gesto do amor.
O verdadeiro amor que queima dentro de
cada um, que diz “celebre a vida”, que nos encoraja a receber cada momento novo
como único, que nos leva a ajudar os outros simplesmente porque nos sentimos
bem fazendo o bem.
O
verdadeiro amor, que deu sua vida por nós e que diz:
”amem uns aos outros como eu vos amei”.
Os corações deles batem no mesmo compasso que o de
todos nós.
O que
nos torna tão iguais são as nossas diferenças.
Respeite-as.
Oportunidade, dignidade, amizade, acessibilidade,
escola, trabalho, amor...
Palavras simples, mas profundas em seu sentido maior
quando empregadas sem distinção, sem discriminação.
Você estará fazendo mais que um bem à eles, ao mundo
e a si próprio.
Você inspirará outros a irem atrás de
seus sonhos, e é assim, meu amigo, que se transforma o mundo.
Dormirás sabendo que fez o que podia e
isso fez a diferença e acordarás antecipando um futuro tão belo e excitante
quanto puder imaginar.
Para
si e para todos.
“Para que não exista mais nenhum tipo de
intolerância e discriminação.
Que o preconceito seja definitivamente
sepultado em todos os corações.
Não importa qual seja ele, à qual
ordem ou natureza pertença.
Que a convivência seja harmoniosa e
pacífica entre todos os seres humanos.
Utopia? Talvez...
Mas chegará o tempo em que somente o
AMOR prevalecerá na terra.
E ele se chama CRISTO.
Texto: Carlos Passarelli
Trechos Complementares: Livro “O Sentido da Vida-Bradley Trevor.
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