sexta-feira, 28 de março de 2014

SOMOS TODOS IGUAIS EM NOSSAS DIFERENÇAS




Nas nossas diferenças, deveríamos encontrar semelhanças para uma saudável convivência existencial.
Somos iguais perante à vida, perante ao Criador.
Mas, muitas vezes somos resolutos demais internamente, em admitirmos essa verdade.
Nos escondemos por medo, preconceito, desconhecimento das causas, detalhes tão pequenos e insignificantes que só trazem dores, tristezas e um imenso vazio, quando entendemos que nossas atitudes nos afastam de nós mesmos.
Muitos desses seres humanos, postos à margem pela “sociedade”, ou seja, por nós, nem notam a nossa presença.
Parecem viver em muitos casos um mundo todo seu, criado à partir de sua própria realidade ilusória.
Parecem, repito, existirem em outro universo.
Mas, não! Eles vivem aqui, ao nosso lado, brincando e sonhando com braços ternos envolvendo-os, com sorrisos doces e francos que os fazem sorrir também, com gestos protetores que os façam sentir-se seguros, com olhares que os conduzam a uma vida plena de carinho.
Eles pedem tão pouco, às vezes nem pedem nada, apenas esperam que nós os notemos, sem receios, temores, vergonhas.
A venda em nossos olhos não nos permite enxergar essa realidade.
Nos impressionamos com coisas e feitos de grandes dimensões, esquecendo que são as coisas pequenas que, combinadas, as tornam possíveis.
Nos aborrecemos com discordâncias, quando são as nossas diferenças que fazem a vida ser mais interessante.
Gostamos de sentir que pertencemos a um grupo ou espécie, e concomitantemente construímos barreiras que nos isolam e que nos impedem de aproximarmos de alguém.
Usamos filtros para só ver o que queremos ver, somente o que nos interessam. 
A diferença está em nós, em nosso próprio jeito de ser, muitas vezes ocultos pela vaidade, pela arrogância, pela prepotência humana, pela “superioridade”, pela intolerância.
 Sentimo-nos senhores, quando na verdade não passamos de servos.
Precisamos desfazer os nós que nos torna reféns de uma particular solidão.
Que nos afogam em nossas próprias mágoas, que nos sufocam em nosso próprio querer, que nos matam quando matamos em nós, o amor.
Não devemos nos deixar levar pelas inconstâncias existenciais que nos afastam da verdade, da vida, que nos isolam em nós mesmos, que nos aprisionam em muros de sentimentos mesquinhos.
Precisamos desvendar o véu que cobre nosso olhar, desnudar a alma por inteiro, abrir o coração sem medo de se entregar, estender as mãos no fraterno gesto do amor.
O verdadeiro amor que queima dentro de cada um, que diz “celebre a vida”, que nos encoraja a receber cada momento novo como único, que nos leva a ajudar os outros simplesmente porque nos sentimos bem fazendo o bem.
O verdadeiro amor, que deu sua vida por nós e que diz:
”amem uns aos outros como eu vos amei”.
Os corações deles batem no mesmo compasso que o de todos nós.
O que nos torna tão iguais são as nossas diferenças.
Respeite-as.
Oportunidade, dignidade, amizade, acessibilidade, escola, trabalho, amor...
Palavras simples, mas profundas em seu sentido maior quando empregadas sem distinção, sem discriminação.
Você estará fazendo mais que um bem à eles, ao mundo e a si próprio.
Você inspirará outros a irem atrás de seus sonhos, e é assim, meu amigo, que se transforma o mundo.
Dormirás sabendo que fez o que podia e isso fez a diferença e acordarás antecipando um futuro tão belo e excitante quanto puder imaginar.
Para si e para todos.




“Para que não exista mais nenhum tipo de intolerância e discriminação.
Que o preconceito seja definitivamente sepultado em todos os corações.
Não importa qual seja ele, à qual ordem ou natureza pertença.
Que a convivência seja harmoniosa e pacífica entre todos os seres humanos.
Utopia? Talvez...
Mas chegará o tempo em que somente o AMOR prevalecerá na terra.
E ele se chama CRISTO.

Texto: Carlos Passarelli

Trechos Complementares:  Livro “O Sentido da Vida-Bradley Trevor.

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