O abismo existente entre a realidade e a ilusão não se encontra tão
distante como muitas vezes parece estar e remete-nos a um mundo diferente do
que imaginamos para nossas vidas.
Esta tênue linha que as dividem, forma em cada ser uma passagem, que
permite penetrar e viver ou não intensamente este plano desconhecido dentro de nós mesmos.
A complexidade de
sentimentos do qual somos formados, confundindo-se entre si, faz-nos peregrinos
de uma viagem que parece interminável, mas que na verdade, temos plena
consciência de sua finitude, e nos envolvemos de tal maneira que mais que
partes integrantes, devemos ter plena consciência de que somos o próprio
contexto desta história de vida.
Somos essências
mutáveis, na busca permanente pela evolução do corpo, da alma, dos sentidos.
Experimentamos ao longo de nossa vida sensações diversas, emoções complexas,
sentimentos estes, ambivalentes, que nos transportam pelos caminhos mais
longínquos de nossa existência, por um universo distante da realidade utópica,
efêmera e fugaz que conhecemos.
O chamado inconsciente nosso de cada
dia nos remete por estradas jamais vistas em nosso caminhar diário.
É um singrar por mares distantes do que
veem nossa retina.
Deixamo-nos levar por pontes que se
apresentam como ligações com um mundo totalmente inexplorado.
Desta forma, precisamos ter a exata
noção da nossa importância nesse plano.
Somos o fator primordial para que as
coisas aconteçam e nossa consciência, quer queiramos ou não, comanda todo esse
processo.
A porta de entrada para que a
transformação aconteça começa por nós mesmos, em nosso interior, externando-se
para tudo e todos ao redor deste circulo real e imaginário.
Somos ao mesmo tempo autores e atores
de uma peça chamada Vida e entre ensaios e apresentações, nos mostramos através
da divisão de atos que acompanham nossa passagem terrena.
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