A
veia poética do nordeste, nas asas do Assum Preto.
Revela
nos campos sem vida, a morte que anda por perto.
Nos
olhos que choram as mágoas, nas mãos calejadas, com dor.
Nos
pés que andam descalços, nos braços de um desamor.
Na
solidão da saudade, nas noites que não tem luar.
As
luzes que iluminam os caminhos, não iluminam os sonhos de amar.
Povo de coração grande, povo que sabe lutar.
Povo
que nunca se entrega, povo que sabe chegar.
Povo
com fé ardorosa, que reza nas procissões.
Povo
que doa o que tem, povo com olhar do bem.
Cores
que formam paisagens, terra de beleza infinita.
Nos
versos de nobres poetas, o canto de vozes bonitas.
Nas
terras secas do sertão, personagens fizeram história.
Impossível
esquecê-los, não guardá-los na memória.
Padim Ciço, Dominguinhos, Damião.
Conselheiro,
Luís Gonzaga, Lampíão.
Entre tantos que viraram estrelas, no universo de uma doce canção.
No
imaginário de poetas errantes, vida na faca, facão.
Pó,
poeira, porteira, nos rostos do lutador.
Botas,
gados, vaqueiros, alforje de caçador.
Esse é o retrato que espelha uma quase nação
Um
povo que tem nas raízes, a força que move a união.
Nenhum comentário:
Postar um comentário