terça-feira, 20 de agosto de 2013

QUASE NAÇÃO



A veia poética do nordeste, nas asas do Assum Preto.
Revela nos campos sem vida, a morte que anda por perto.
Nos olhos que choram as mágoas, nas mãos calejadas, com dor.
Nos pés que andam descalços, nos braços de um desamor.
Na solidão da saudade, nas noites que não tem luar.
As luzes que iluminam os caminhos, não iluminam os sonhos de amar.

Povo de coração grande, povo que sabe lutar.

Povo que nunca se entrega, povo que sabe chegar.

Povo com fé ardorosa, que reza nas procissões.

Povo que doa o que tem, povo com olhar do bem. 
Cores que formam paisagens, terra de beleza infinita.
Nos versos de nobres poetas, o canto de vozes bonitas.
Nas terras secas do sertão, personagens fizeram história.
Impossível esquecê-los, não guardá-los na memória.

Padim Ciço, Dominguinhos, Damião.

Conselheiro, Luís Gonzaga, Lampíão.


Entre tantos que viraram estrelas, no universo de uma doce canção.
No imaginário de poetas errantes, vida na faca, facão.
Pó, poeira, porteira, nos rostos do lutador.
Botas, gados, vaqueiros, alforje de caçador. 

Esse é o retrato que espelha uma quase nação

Um povo que tem nas raízes, a força que move a união.
  

Nenhum comentário:

Postar um comentário