A vida me fez poeta
Mensageiro das ilusões,
Nos cantos de minhas mágoas
Nas dores das solidões.
Escravo de poucas linhas
Nos traços que traço em vão,
Refém de tristes rabiscos,
Que aprisionam um coração.
E eu que me achava livre
Como pássaro sobrevoando o mar,
Nas asas que me sustentam
Não sustentam o peso do ar.
E a saga e a sina da morte
Que caminham perto de mim,
Assistem à tudo caladas
Pelas sendas que não tem fim.
Vago como quem vaga o destino
Sem rumo, sem direção,
Lobo Solitário peregrino
Cantando a própria canção.
Nas ondas que levam e traz
No vento que vai e vem,
Ouço o som de minha voz
Sonho um dia ser alguém.
Que tem o sonho desfeito
E não desiste de sonhar,
Que vive o sonho perfeito:
Encontrar alguém para amar.
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