segunda-feira, 13 de maio de 2013

ALMA HUMANA



 
A alma humana esconde segredos que nem mesmo a nossa vã filosofia 
poderia acompanhar seu processo.
Sua criação é única, ímpar, inigualável.
Vide os poetas e escritores, que viajam em seu doce delírio, 
criando universos imaginários, personagens fictícios que vivem suas histórias 
como se verdades fossem, heróis e vilões na eterna luta entre o bem e o mal.
Constrói-se uma situação abstrata que muitas vezes retrata a realidade viva, 
nua e crua com todos seus aspectos.
Remonta-se uma quebracabeça com peças isoladas que, ligadas entre si, 
dão vida a vida que se forma ao redor.
E assim a alma nos presenteia com sua performance, seus mistérios e nuances.
Reféns ao seu bel prazer, espectadores de sua apresentação solo.
Não tenho a pretensão de compreendê-la.
Não possuo informações técnicas embasadas em teses comprovadas, 
não sou estudioso do assunto em questão que me permitiria analisar, 
ainda que superficialmente a matéria, apenas sob a óptica literária, 
sou apaixonado por ela, a alma humana. 
Seu nome em si desperta interesse e o fato de não conhecê-la plenamente 
fascina tantas mentes, inclusive a minha, projetando num terreno desconhecido, 
a ideia de se descobrir neste universo indecifrável. 
Território insólito, oceano de perguntas muitas vezes sem respostas,  ao mesmo tempo maravilhosa,
mergulho no infinito da criação sem  pretender ser criador. 
E nem poderia. Só existe Um. 
Transformo palavras em fatos sem ter a certeza de nada. 
Sou escravo das minhas emoções e vivo a proximidade de forma intensa, arrebatadora.
Não conheço nem mesmo a minha alma, por isso, 
como dissera no início, despretensiosamente escrevo estas linhas 
somente como ponto de reflexão sobre este artigo de luxo, 
tema apaixonante feito muitas vezes de lixo, 
mas essência natural que compõe nossa vida.
Intrigante. 
Instigante. 
Complexa.

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