A alma humana
esconde segredos que nem mesmo a nossa vã filosofia
poderia acompanhar seu
processo.
Sua criação é
única, ímpar, inigualável.
Vide os poetas e
escritores, que viajam em seu doce delírio,
criando universos imaginários,
personagens fictícios que vivem suas histórias
como se verdades fossem, heróis
e vilões na eterna luta entre o bem e o mal.
Constrói-se uma
situação abstrata que muitas vezes retrata a realidade viva,
nua e crua com
todos seus aspectos.
Remonta-se uma
quebracabeça com peças isoladas que, ligadas entre si,
dão vida a vida que se
forma ao redor.
E assim a alma
nos presenteia com sua performance, seus mistérios e nuances.
Reféns ao seu
bel prazer, espectadores de sua apresentação solo.
Não tenho a
pretensão de compreendê-la.
Não possuo
informações técnicas embasadas em teses comprovadas,
não sou estudioso do
assunto em questão que me permitiria analisar,
ainda que superficialmente a
matéria, apenas sob a óptica literária,
sou apaixonado por ela, a alma humana.
Seu nome em si desperta interesse e o fato de não conhecê-la plenamente
fascina
tantas mentes, inclusive a minha, projetando num terreno desconhecido,
a ideia
de se descobrir neste universo indecifrável.
Território insólito, oceano de
perguntas muitas vezes sem respostas, ao mesmo tempo maravilhosa,
mergulho no infinito da criação sem pretender ser criador.
E nem poderia. Só
existe Um.
Transformo palavras em fatos sem ter a certeza de nada.
Sou escravo
das minhas emoções e vivo a proximidade de forma intensa, arrebatadora.
Não conheço nem
mesmo a minha alma, por isso,
como dissera no início, despretensiosamente
escrevo estas linhas
somente como ponto de reflexão sobre este artigo de luxo,
tema apaixonante feito muitas vezes de lixo,
mas essência natural que compõe
nossa vida.
Intrigante.
Instigante.
Complexa.
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