O
que procuramos está dentro de nós mesmos,
muitas vezes ocultos pela vaidade, pela arrogância,
pela prepotência humana.
Sentimo-nos senhores, quando na verdade
não passamos de servos.
Humilhamos pelo prazer de mostrar
supremacia.
Na cor e no sangue achamos ser melhores
como raça superior.
Na religião, entendemos ser a nossa a
única a indicar o caminho da salvação.
No intelecto, nos vemos como seres
inteligentes, enquanto os outros ignorantes.
Na experiência, empiricamente
apresentamos nossas credenciais.
Na prática da solidariedade, fazemos
mais que todos pelos necessitados.
Ajudamos de forma desinteressada quando
nos pedem ajuda.
Somos nobres em nossas ações.
Diante deste quadro que assola a nossa
vida
precisamos desvendar o véu que cobre
nosso olhar,
desnudar a alma por inteiro,
abrir o coração sem medo de se entregar,
estender as mãos no fraterno gesto de
amor.
Não devemos nos deixar levar pelas
inconstâncias existenciais
que nos afastam da verdade,
que nos isolam em nós mesmos,
que nos aprisionam em nossos muros de
sentimentos mesquinhos.
Que nos afogam em nossa própria mágoa,
que nos sufocam em nosso próprio querer,
que nos matam quando matamos em nós, o
amor.
Precisamos quebrar as amarras que nos
prendem ao cais da amargura, deixando livre nosso barco para navegar nesse
oceano de incertezas e encontrar seu destino.
Desfazer os nós que nos torna reféns em
uma particular solidão.
Rever o sol abrindo a janela da
esperança e em seu aquecer matinal perceber que nada mais somos do que
passageiros desse trem chamado Vida.
Não somos locomotivas, apenas vagões que
conduzidos tem em seu caminhar a missão de ser e fazer um mundo melhor para
todos.
Levar a cada lar, cidade, estação a
semente viva do amor e plantá-la em cada ser humano para que juntos consigamos
na prática viver e sentir
o real significado da Palavra,
resumida em dois Mandamentos:
“Amar
a Deus sobre todas as coisas e ao Próximo como a ti mesmo”
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