segunda-feira, 17 de junho de 2013

inconstâncias e circunstâncias existenciais




Sabe aqueles dias onde nada acontece e
você parece ter caído num planeta estranho.
Na verdade, você se sente um ser estranho.
Olha como se tudo estivesse fora do lugar. Nada se parece com nada.
E assim, percebe-se como alguém completamente avesso no meio do avesso atual.
Seres passam ao teu lado como passa o tempo, as coisas ao redor não lhe dizem respeito.
Não pertence a esse universo,
não possui lembranças vivas que o façam reviver saudades.
Você está fora, em órbita, ainda que com os pés no chão,
pareça flutuar em meio ao caos e a ordem.
Não sabe situar-se entre eles.
Tenta de qualquer maneira encontrar-se consigo mesmo.
Tenta entender o que está se passando e não se reconhece.
Olha para si e não vê a sua imagem refletida.
Como espelho não espelha o que tanto o atormenta.
Sente-se frágil, indefeso diante da vida, como dos medos de infância.
Tem vontade de se esconder, fechar as cortinas dos seus sentimentos,
confinar-se em si.
Proteger-se, como a defender o que não pode ser defendido.
 Foge correndo, não sabe porquê nem para onde.
Foge por fugir. Corre por correr.
Procura, entre as possíveis chances de sobrevivência,
combustível para voltar a terra, retornar a sua origem.
Reaquecer a nave e impulsioná-la, rumo ao azul novamente.
Porém, percebe aos poucos, que sempre se encontrou no
mesmo lugar e nunca saiu dele.
Sua mente divagou sem sair do corpo.
Alçou voos mais altos, percorreu caminhos inexplorados, navegou mares distantes.
Viveu experiências como poucos vivem ao longo de sua vida.
Mas, é preciso enfrentar a realidade da volta em si.  Dura, nua e crua realidade.
Fatos reais estão aí para serem superados com altivez,
sem temores ou receios.
Não temos afinal, mais tempo de evitarmos os problemas.
Eles batem a nossa porta à toda hora e
não podem e não devem servir de desculpas para fracassos.
Levantar a cabeça e seguir em frente, passos firmes e decididos.
Erros e acertos fazem parte do processo de evolução e devemos saber lidar com
todas as situações de  maneira clara, consciente e tranquila.
                                              Vão comentar que é mais fácil falar do que fazer.
Concordo em gênero, número e grau. Sem tirar nem por.
Conforme linhas acima, reflito:
deve servir de desculpas ou estímulos para serem ultrapassados?
Vai depender de cada olhar.
Depender de como cada ser reage e age ante ao momento do clímax.
O vazio que se apodera, não pode preencher espaços.
A fúria irracional não pode ocupar o lugar do controle acima de tudo.
Precisamos desfazer os nós e os laços,
desatracar a embarcação e navegarmos
por esse infinito como o próprio nome diz.
Precisamos ser felizes, enquanto ainda nos é possível viver.
Morrer se necessário for, mas nunca deixar de lado,
o lado aventureiro de não se cansar ante as dificuldades.
 De acreditar que sempre é possível vencer obstáculos,
barreiras existem para serem quebradas,
limites para serem superados.
Astronauta terrestre, sem ser lunático ao extremo.
Mergulhador de águas profundas que povoam teu interior.
Espaçonave viva em permanente procura para o
reencontro eterno do olhar com o presente.
O futuro chegará e o passado ficou na esteira do tempo.
Da terra gritar aos quatros cantos e ventos:
O prazer de amar faz parte da vida
e a vida é se dar.
Por inteiro, completo
Alma, coração e corpo abertos ao amor.
A nossa saga e sina é lutar...
até a morte, pela vida, pelo amor...

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