Não tenho a pretensão de compreender a alma humana.
Não possuo informações técnicas embasadas em teses comprovadas, não
sou estudioso do assunto em questão que me permitiria analisar, ainda que
superficialmente a matéria, apenas sob a óptica literária, sou apaixonado pela alma humana.
Seu nome em si desperta interesse e o fato de não conhecê-la
plenamente fascina tantas mentes, inclusive a minha, projetando num terreno
desconhecido, a ideia de se descobrir neste universo indecifrável.
Território insólito, oceano de perguntas muitas vezes sem respostas,
mergulho no infinito da criação sem
pretender ser criador e nem poderia. Só existe um. Transformo palavras
em fatos sem ter a certeza de nada. Sou escravo das minhas emoções e vivo a
proximidade de forma intensa, arrebatadora.
Não conheço nem mesmo a minha alma, por isso, como dissera no início,
despretensiosamente escrevo estas linhas somente como ponto de reflexão sobre
este artigo de luxo, tema
apaixonante feito muitas vezes de lixo, mas essência natural que
compõe nossa vida.
Intrigante. Instigante.
Complexa.
Os escritos sobre a alma à partir dos conflitos internos de Ema,
suscitam curiosidades acerca da finitude de nossa existência.
A dualidade de sentimentos, a ambiguidade de emoções nos fazem seres
diferentes em nossa natureza indecifrável.
Estranhamente não permitimos uma real aproximação conosco mesmo.
Somos mutáveis em nossa composição final, esboço que retrata um
desconhecimento de si próprio.