terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Estação Verão



A tarde vem e com
Ela a sensação
De ter você
Outra vez em minhas mãos.
Senti bem forte
Teu olhar em meu olhar,
Me deu saudade
Vontade de lhe amar.
Você chegou
Sem ao menos me avisar
Mostrou suas garras
Pra poder me conquistar,
Depois se foi sem
Sequer se despedir
Deixou meu peito
Triste a lhe pedir.
Que um dia volte
Pra curar a solidão
Que invadiu minh’alma
E entristeceu meu coração.
Que se tornou escravo
Refém, prisioneiro
De um amor fugaz
Voraz e passageiro.
A tarde vai e com
Ela a sensação
Outra vez sozinho
Mais uma decepção.
Meus olhos procuram os teus
Em meio a tanta tristeza
Sabendo que seu adeus
Revela uma certeza.
De que amores que se dizem eternos
Acabam por viver solidão,
Enquanto pra um é inverno
Pro outro é estação verão.










sábado, 23 de fevereiro de 2013

Sou um Milagre

                    Sou Um Milagre
                     Nunca houve noite que pudesse impedir,
                   O nascer do sol e a esperança.
              E não há problema que possa impedir,
               As mãos de Jesus prá me ajudar.
              Haverá um milagre dentro de mim,
            Vem descendo um rio prá me dar a vida.
  Este rio que emana lá da cruz, do lado de Jesus.
                       Aquilo que parecia impossível.
                     Aquilo que parecia não ter saída.
                   Aquilo que parecia ser minha morte,   
                      Mas Jesus mudou minha sorte.
                       Sou um milagre, estou aqui.

                         Usa-me, sou o teu milagre.
                         Usa-me, eu quero te servir.
                         Usa-me, sou a tua imagem.
                          Usa-me, ó filho de Davi.
                                               (louvor da igreja)
                                                                           Camila;
Habita em teu ser uma Força Interior, e a Graça que emana de tua luminosidade, possui o brilho intenso do Sol, a doce e serena calma da Lua e a magia poética do Mar.
Que o Amor de Maria e a Paz de Cristo esteja sempre com você, protegendo-a. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

SILÊNCIO


                     Perambulo pelas noites frias, em meio à neblina que corta a cidade.
Dá até para se ouvir a respiração ofegante por causa da baixa temperatura.
Perdido em meus pensamentos, ouço sons que não identifico dentro de mim.
Um vazio me invade de forma sorrateira, aos poucos preenche meus espaços, como que congelando-os.
Silêncio completo. Procuro-me e não encontro.
Olho ao redor e nada vejo, chega a ser ensurdecedor seu barulho dentro de mim, gotejando como chuva no telhado, tamanha força com que arrebata minha vontade, que indefesa, presa frágil, entrega-se sem oferecer resistência.
A sua insistência, aliás, em se fazer notar, é constrangedora.
Não consigo livrar-me, refém sou de mim mesmo.
Fujo sem destino, qualquer lugar que vá, comigo estás.
É meu cúmplice, dividindo segredos e medos.
Por outro lado meu inquisidor, crivando-me de perguntas sem respostas.
Às vezes, no silêncio noturno da minh’alma, ouço teu som como uma voz aflita, que grita pedindo por socorro.
Corro desesperado sem sair do lugar.
Meus passos estão pesados, como fardos difíceis de carregar.
Sento-me e choro. Um choro angustiado, de completo deserto interior molha meu rosto.
Ainda que minhas palavras encontrem refúgio, o som sombrio do silêncio faz-se presente convivendo solenemente com a dor premente que habita em meu ser.
                                     (Homenagem à Aline Goneli, Simon e Garfunkel.)

Para Onde vais?


                                                                              
                                                 Para onde vais, se teus olhos
Só veem tristezas
Nenhum pão, sobre a mesa
Desesperança, aflição?
Para onde vais, se teus olhos
Conhecem uma só certeza
De que a vida, indefesa
Clama por proteção?
Para onde vais, se teus olhos
Peregrinos, caminham tão perdidos
Que sozinhos, sem futuro
Preferem não se encontrar?
 Para onde vais, se teus olhos
Pobres meninos, sonhos adormecidos
Sem carinho, sem lugar seguro
Sozinhos, não podem mais sonhar?
Para onde vais, se teus olhos
Inconstantes, buscam no horizonte
Respostas, um porto, um cais?
Para onde vais, se teus olhos
Tristes, tentam viver como gente
Em busca de um pouco de paz?
 Para onde vais?...